Por: Pecsa On: dezembro 12, 2016 Em: No campo, Releases Comentários: 0

Um estudo do Imaflora lançado na quarta-feira (7) em São Paulo mostra redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) de 50% por hectare e 90% por Kg de carne produzida com a reforma das pastagens e implementação das boas práticas.

A forte redução das emissões vem, primeiramente, do sequestro de carbono no solo que ocorre com uma pastagem bem manejada, enquanto uma pastagem degradada tende a perder micro-organismos e emitir carbono para a atmosfera. Essa mudança no carbono do solo mais do que compensa as emissões adicionais pelo aumento do rebanho e pelo uso de insumos, que ocorrem no sistema intensificado.

Para Laurent Micol, Diretor de Governança e Investimentos da Pecsa, esses resultados são extremamente positivos: “Essa é mais uma comprovação dos impactos do trabalho realizado pela Pecsa. Além de aumentar a produção, melhorar os resultados econômicos e a geração de renda local, a intensificação sustentável também traz enormes benefícios ambientais”, diz.  Para ele, os dados mostram que a pecuária, hoje o setor com maiores emissões no Brasil, pode ser aquele que mais contribuirá com as reduções. “São poucos setores onde podemos reduzir as emissões em 90% com investimentos que fazem sentido do ponto de vista econômico”, ponderou.

Para obter os resultados, os pesquisadores analisaram cinco fazendas que somam 3.500 hectares e 7.500 cabeças de gado, participantes da fase piloto do Programa Novo Campo, entre 2012 e 2014. Essas propriedades tinham pastagens degradadas que passaram por reforma, entre 10% e 20% da área, além de outras intervenções que permitiram a intensificação da produção. Nessa fase, o estudo demonstrou uma redução de 25% das emissões de GEE por hectare e 60% por quilo de carne produzida. O estudo calculou que com a reforma completa, como no caso das fazendas administradas pela Pecsa, as reduções chegam nos valores mencionados acima.

A calculadora GHG Protocolo Agrícola foi utilizada para avaliar o balanço das emissões antes e depois da implantação das boas práticas. Segundo os autores, que antes fizeram uma ampla revisão das opções disponíveis, essa ferramenta foi selecionada por permitir avaliar as principais fontes de emissão e remoção de GEE do sistema da pecuária na escala de fazenda e, ainda, tem a vantagem de utilizar alguns fatores de emissão específicos de condições brasileiras, o que traz mais precisão aos resultados.

Para acessar o relatório do Imaflora, clique aqui.