By: Pecsa On: abril 28, 2017 In: No campo Comments: 0

Além da vacinação contra Febre Aftosa, o pecuarista deve se ater a vacinações contra Raiva Bovina, Clostridiose e Leptospirose

As fazendas parceiras da Pecsa – Pecuária Sustentável da Amazônia, já estão se preparando para o período de de vacinação do rebanho de bovinos e bubalinos. A partir de 1º de maio os pecuaristas do estado de Mato Grosso devem iniciar o período de vacinação contra febre Aftosa, Raiva Bovina, Clostridiose e Leptospirose. As quatro são parte do calendário de vacina animal e andam junto com a adoção de boas práticas, tendo em vista maior produtividade e o bem-estar animal, o que reflete na qualidade da carne.

Dados do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso – Indea, apontam que há 20 anos não é registrado casos de febre Aftosa no estado de Mato Grosso, o que faz o estado caminhar para a lista da zona livre da Aftosa sem vacinação, porém, enquanto isso não acontece, deve-se cumprir o calendário de 2017 normalmente, vacinando o rebanho de mamando a caducando. A Febre Aftosa é uma doença que compromete todo o rebanho, além de ser uma zoonose (pode ser transmitida aos humanos, causando lesões e inflamações).

Além da vacinação contra Febre Aftosa, os bezerros de 3 a 8 meses, devem ser vacinados contra Raiva Bovina e Clostridiose (inclusive Botulismo). As fêmeas em idade reprodutiva (incluindo as novilhas que entrarão na estação de monta) devem receber a vacinação contra leptospirose, doença que em um de seus estágios pode induzir ao aborto e perdas nas taxas de fertilidade

O manuseio e o modo de aplicação das vacinas são parte de um manejo que precisa ser organizado, e treinar a equipe responsável previamente é essencial. Os pecuaristas precisam estar atentos, pois os procedimentos influenciam na eficácia do resultado da vacinação. As vacinas devem ser aplicadas na tábua do pescoço e estar certo de que a agulha não atingiu o músculo, para que não haja nenhum tipo de risco a saúde do animal.

Fabiano Alvim, médico veterinário e diretor Técnico e de Operações da Pecsa, ressalta a importância de estar com o rebanho vacinado. “É importante prevenirmos qualquer doença que pode trazer perda de produtividade e alguma zoonose nos nossos rebanhos. Temos que fazer um bom manejo dessa atividade recorrendo a um veterinário de confiança para que possa orientar da melhor maneira possível de como monitorar essas aplicações e de como fazer o manuseio correto tanto da aplicação quanto da forma de armazenamento da vacina na fazenda e na hora no manejo no curral”.

Alvim ainda complementa que, no caso da vacinação contra Febre Aftosa, é importante manter o Brasil livre da doença para, no futuro, conseguir com que todo o país fique livre da doença sem vacinação. “Isso vai abrir cada vez mais portas no mercado externo”.

É necessário que além de seguir os procedimentos corretos de vacinação, os produtores comuniquem o Indea até o dia 12 de junho.

 

Denise Farias – Assessoria de Comunicação Pecsa – Pecuária Sustentável da Amazônia